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Agosto: queda nos ativos

O mês de agosto foi de queda para ativos de risco e investimentos mais voláteis em geral. Apenas debêntures e ativos bem conservadores, atrelados à taxa básica de juros Selic, conseguiram ter desempenho positivo. Isso porque o mercado financeiro enfrentou tensões no cenário doméstico e internacional.

As bolsas norte-americanas voltaram a subir, ainda sob reflexo das declarações do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, que não pretende acelerar a retirada dos estímulos monetários concedidos durante a pandemia da covid-19.

No Brasil, a instabilidade política, a pressão inflacionária, os temores em relação à crise hídrica e fiscal seguem sendo vilões, e nem mesmo a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2022 e a melhora do índice de desemprego aliviaram as incertezas dos investidores.

Este cenário gerou forte turbulência no mercado de ações e pouco espaço para que a Bolsa de Valores B3 pudesse respirar. Houve ainda um movimento de realização de lucros, ou seja, quando investidores vendem papéis para embolsar ganhos recentes. Esse conjunto de fatores fez com que a Bolsa caísse.

O Ibovespa, principal índice de ações, fechou em -2,48% e apresentou o segundo mês consecutivo de perdas. O acumulado do ano registra -0,20%. O mesmo aconteceu com o IBrX, referência para as aplicações em renda variável dos perfis agressivos da Funsejem. O índice variou -3,25%.

Os títulos públicos pré-fixados e atrelados à inflação, cujos preços caem quando os juros futuros sobem, também tiveram depreciação. Dentre estes papéis, estão os títulos de inflação com vencimento superior a 5 anos (IMA-B5+), que fecharam em -2,22%. Outra renda fixa que fechou negativa foi o pré-fixado, com -0,60% (IRFM). Os pós-fixados renderam no mês 0,44% (IMA-S).

Perfis de investimentos Funsejem

Em meio a este panorama, os perfis de investimentos mais agressivos da Funsejem encerraram o mês de agosto assim: 0,02% no moderado, -0,55% no agressivo e -1,19% no superagressivo. O perfil conservador, que diversifica os investimentos em títulos de renda fixa públicos e privados, e tem maior exposição a papéis pós-fixados, rendeu 0,40%. O resultado é próximo ao índice de referência em renda fixa, o CDI, que variou 0,43% no mês. Este bom retorno está atrelado à taxa básica de juros da economia (Selic), que em agosto subiu um ponto porcentual, passando de 4,25% para 5,25% ao ano.

Atenção ao alto risco

Se você tem intenção de assumir posições mais arriscadas no curto prazo, esteja ciente de que a volatilidade nos mercados deve se manter, em razão do cenário político e da pandemia da covid-19. Com isso, são grandes as chances dos altos e baixos, incluindo resultados negativos, como temos visto. Na dúvida, lembre-se de que você tem à disposição um simulador de perfil aqui no site da Funsejem para apoio à sua decisão.

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