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 Investimentos

Para fazer o dinheiro render e obter ganho acima da inflação (ganho real), ou apenas para protegê-lo da desvalorização que a inflação impõe, é necessário recorrer às opções de investimento do mercado financeiro. Mas antes desta etapa, suas finanças precisam estar em dia, e alguns conceitos básicos, como juros e risco, bem claros. Vamos lá.

Juros

O que significa? Juro é a remuneração pelo dinheiro emprestado. Um exemplo prático é a linha de crédito pessoal oferecida por instituições financeiras. Você solicita um empréstimo de determinado valor, e paga por isso, por meio de uma taxa de juros. Outro exemplo: quando o governo emite títulos, os juros pagos no vencimento nada mais são que a remuneração pelo dinheiro “emprestado” por quem investiu nesses títulos.

Simples ou compostos? Nos juros simples, a taxa contratada é aplicada sempre sobre o valor emprestado. Nos juros compostos, o valor emprestado é sempre corrigido, e a taxa contratada é aplicada sobre este valor corrigido. Não sobre o valor inicial emprestado.
Os bancos e lojas normalmente praticam juros compostos.

Taxa de juros Valor emprestado Parcelamento Regime de juros Valor final a pagar
3% R$ 500,00 10 vezes Simples R$ 650,00
Compostos R$ 671,96

Os juros das linhas de crédito. Há várias linhas de crédito no mercado e cada qual tem sua taxa de juros. O cheque especial tem uma das maiores, por ser um crédito fácil, imediato. Já o empréstimo consignado para aposentado, por exemplo, é mais em conta, pois o risco de inadimplência é baixo, visto que as parcelas são debitadas do benefício. Veja abaixo algumas linhas de crédito e sua posição em relação às taxas praticadas:

Juros das linhas de crédito
Dos mais altos...................................................................aos mais baixos
Rotativo do cartão de crédito > cheque especial > empréstimo pessoal > consignado > crédito automotivo.

Orçamento pessoal

É fato. Quando não há mapeamento de gastos, as medidas de poupança e investimento ficam comprometidas. A orientação básica e inicial é: controlar o que se recebe e paga, reduzindo despesas para fazer sobrar dinheiro.


  • Anote os gastos mensais (luz, água, supermercado), semanais (padaria, açougue, cinema), diários (transporte, cafezinho) e sazonais (IPVA, matrícula escolar). A planilha de orçamento abaixo pode ajudar.
  • Se a conta entre o que recebe e gasta apresentar sobra, faça uma poupança de emergência e reserve outra parte para os seus outros objetivos de médio e longo prazo. Se o resultado, porém, der zero a zero ou, pior, estouro de orçamento, aperte o cinto.
  • Economize: troque o lanche da escola por um feito em casa, reduza às compras supérfluas de mercado e experimente marcas mais em conta, diminua a conta de luz tirando aparelhos das tomadas.
  • Encerre as dívidas: troque o cheque especial e/ou o rotativo do cartão por um empréstimo consignado, ele tem juros menores que estas duas outras linhas de crédito. Negocie com os estabelecimentos com os quais tem dívida. Normalmente, há redução nos valores a pagar, além de parcelamento.
Download da Planilha de Orçamento Pessoal
Risco

O risco é a probabilidade de perda ou ganho que existe em todo investimento. Mas há vários tipos de risco. Conheça alguns.

Risco de liquidez: está ligado à dificuldade do investidor em se desfazer de uma aplicação. Imóvel, por exemplo, é de baixa liquidez, não se vende de um dia para outro. Já a poupança é de alta liquidez. Ela pode ser resgatada rapidamente.

Risco sistêmico: difícil de ser mitigado, pode ser observado em crises que se alastram com fortes impactos, em grande parte ou em todo o sistema financeiro.

Risco de crédito: é o risco do emissor de um papel não honrar seu compromisso. Isso pode acontecer com quem compra ações de uma empresa que, em seguida, vai à falência.

Risco-país: também é um risco de crédito, ou seja, de calote, mas refere-se a títulos públicos de um país.

Risco de mercado: está relacionado à variação no preço de uma ação ou na taxa de juros de um título.

Oscilação e volatilidade

Oscilação e volatilidade são inerentes aos investimentos e têm relação direta com o risco. Saiba como.

Oscilação significa movimento, balanço, vai e vem. É o famoso sobe e desce no rendimento das aplicações. Quanto maior o risco de um investimento, maior será a oscilação nos seus resultados de curto prazo.

A volatilidade quer dizer propensão à oscilação. Um investimento volátil significa um investimento sensível e sujeito a mudanças frequentes de resultados, sendo considerado de alto risco.

Investimento Segmento Risco Nível de volatilidade
Poupança Renda fixa Baixo Baixo
Títulos públicos Renda fixa Baixo a médio Baixo a médio
Ações Renda variável Alto Alto
Renda fixa e variável

O investimento de renda fixa é aquele cujo rendimento pode ser pré-determinado. É classificado, normalmente, como de baixo risco. Muitos, porém, confundem o investimento com rentabilidade fixa. Não é verdade. Os resultados variam. Imagine o seguinte: você comprou um papel pré-fixado a juros de 10% ao ano. Se daqui a um mês, o mesmo papel estiver sendo oferecido a 11%, este título em suas mãos vai perder valor na cotação de curto prazo (marcação a mercado). O bom é que o contrário também ocorre.

São exemplos de renda fixa: poupança, títulos públicos (ex.: Notas do Tesouro Nacional – NTNs, Letras Financeiras do Tesouro – LFTs etc), certificado de depósito bancário (CDB), debêntures (títulos de créditos emitidos por empresas não financeiras), letras hipotecárias, fundos de renda fixa.

Renda variável é o investimento cujo rendimento não é pré-determinado. Um bom exemplo é ação de uma empresa em bolsa de valores. Ela pode variar positivamente, com base em expectativas de crescimento da própria empresa, ou no desenvolvimento do setor em que atua. Pode, em contrapartida, cair de rendimento, não só por conta de seu desempenho ou segmento, como por crises na economia do país ou internacionais.

São exemplos de renda variável: ações, fundos de ações, commodities (como ouro e moeda) e derivativos (contratos negociados em bolsas de valores ou de mercadoria, por exemplo).

Investimentos estruturados e outros

Dentre os segmentos de aplicação que não são necessariamente classificados como renda fixa ou variável, estão os investimentos estruturados. São fundos em participação em empresas emergentes ou imobiliários, por exemplo, que investem em empreendimentos comerciais e residenciais construídos ou em construção. São considerados mais arriscados e sem muita liquidez.

Também têm classificação própria, os segmentos imobiliário, exterior e o de operações com participantes (empréstimos e financiamentos). Veja na tabela abaixo como todos eles, bem como a renda fixa e a variável podem ser utilizados pelos fundos de pensão em suas carteiras de aplicações. Ela é um resumo bem geral do que determina a Resolução CMN 4.661. Acesse a própria resolução, no site do Banco Central do Brasil para saber mais. E para os limites praticados pela Funsejem, acesse a política de investimento do seu plano, na Central de Documentos.

Limites de aplicação para fundos de pensão (Res. CMN 4.661)
Segmento Exemplo Limite
Renda fixa Títulos públicos federais. 100%
Renda variável Ações em bolsa de valores. 70%
Investimentos
estruturados
Fundos de investimento em participações. 20%
Investimentos no
exterior
Certificado de depósito de valores mobiliários com
lastro em ação de empresa estrangeira (BDR).
10%
Imóveis Imóveis para aluguel. 20%
Operação com participante Empréstimo, financiamento imobiliário. 15%



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